Dez momentos de sala de aula que expressam o racismo no Brasil

Nada disso aconteceu. Foram só mentiras que um passarinho me contou no ouvido.

Debate sobre o caso Daniel Alves e DG:

1 – “Professor, não acho que jogar banana seja racismo. Foi só para atrapalhar o outro time”;

2 – “Mas o DG era amigo de traficante. Ele mereceu. Quem sai correndo em favela corre o risco de morrer com tiro da polícia”;

3 – “Não se faz um omelete sem quebrar ovos”;

4 – “Fui assaltada por negros e confesso que sou racista por isso. Tenho direito a ter medo de todos os negros depois do que aconteceu”;

5 – “A colega não é racista. É como eu, que fui assaltada por motoqueiro e por isso tenho medo de todos os motoqueiros desde então”;

Discutindo o caso Aranha:

6 – “Não sei se ele não está exagerando nessa dor aí que o senhor se refere. É mais para aparecer”;

7 – “Professor, isso é só uma MODA. É só a mídia querendo vender. Daqui a dois anos ninguém mais falará de racismo”;

8 – “Na minha época todo mundo ofendia todo mundo e tudo bem. Hoje não dá para dizer mais nada”;

9 – “Se querem acabar com o racismo, então acabem as cotas também”;

10 – [depois de eu falar do astrofísico Neil DeGrasse Tyson, que certa vez declarou que toda vez que ele dizia desejar ser físico alguém dava risada, mas tendo me esquecido do nome, o dono da afirmativa 7 vai ao seu celular, descobre o nome e solta a seguinte “piada”]: “O macaco aí que o senhor está falando… [ele ri]… é Neil DeGrasse o nome dele”.

Para terminar, o seguinte bônus:

“Acabar com o racismo é uma utopia. Sempre haverá racistas!”

Você volta para casa pensando se quer continuar mesmo nessa profissão…

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