Por que não vou votar em Dilma?

Este não é um blog ou um texto anti-petista. Há algum tempo me defini como anti-anti-petista, posição que mantenho mais ou menos nos mesmos termos. Ou seja, reservo-me o direito de não me opor ou alinhar a priori ao PT. Tudo isso veio imensamente reforçado pela insatisfação generalizada acerca da qualidade e capacidade de os partidos serem hoje demarcadores de posição. Quando publiquei um post criticando o PT, na volta do blog, era isso que estava em questão: a “irrelevância” do PT não era sua insignificância, mas a incapacidade de se situar como o eixo de demarcação entre direita e esquerda no Brasil hoje em dia. Dito de outro modo, você ser petista não o torna mais necessariamente de esquerda e tampouco o contrário. É desse lugar que esse texto fala.

Por que não vou votar em Dilma de jeito nenhum? A resposta vem nos quatro pontos abaixo:

1 – Dilma é uma governante de perfil tecnocrático que optou por um modelo predatório ao meio ambiente de desenvolvimento. Ela corresponde nos seus atos à vulgata da vulgata do marxismo: a economia determina tudo. O resultado disso é um governo que despolitizou todos os antagonismos da sociedade brasileira (enquanto Lula, por outro lado, deixava-os em banho-maria). Como para Dilma a política é irrelevante, já que no final com as transformações econômicas promovidas todos lhe dariam razão, tudo que envolve um conflito é deixado de lado em torno da viabilidade desse projeto desenvolvimentista. Pior: Dilma fez preponderar no PT, que era um partido razoavelmente afinado com a causa ecológica, a mentalidade de que a preocupação ambiental está em conflito com o desenvolvimento social, fazendo com que as coisas passassem a ser equacionadas em termos de oposição, sendo em seguida apoiada por boa parte das cabeças mais “atrasadas” no assunto. O modelo predatório não é uma concessão de Dilma à direita, como normalmente se alega em nome da “governabilidade”. Trata-se da visão político-econômica da própria Dilma que contaminou o PT. Como tecnocrata, ademais, Dilma pensa que a política é instrumento da técnica, e não o contrário. Submete suas alianças e posições em questões políticas importantes ao projeto de “progresso econômico” nos moldes do desenvolvimentismo. A presidência é uma gerência geral da administração do progresso do país. Não consigo encontrar mentalidade mais alinhada com todos os erros da esquerda no século XX, em especial do caso soviético, que essa. Não por acaso se diz que o Governo Dilma é um governo de “eletricidade sem sovietes”; 

2 – Pelo perfil tecnocrático, Dilma sacrificou as parcelas mais vulneráveis da população nos seus direitos fundamentais em nome da sua meta de progresso. Vivemos a mais severa ofensiva anti-indígena desde a Ditadura Militar, incluído o Governo FHC, uma vez que para Dilma, como tecnocrata, os índices econômicos são a prioridade número 1 do Brasil. Como o agronegócio é um dos principais causadores desses índices positivos a partir da exportação, o projeto passou a ser a transformação do índio em um “incluído às margens” nesse Brasil Grande, regredindo em relação ao modelo que a Constituição de 1988, entre outros documentos normativos, estabeleceu no sentido do respeito aos territórios dos povos ancestrais. A aliança com Kátia Abreu é a prova mais escandalosa desse fato. Mais uma vez, a ofensiva anti-indígena não é uma concessão em nome da “governabilidade” aos ruralistas. Ela faz parte de um projeto de “progresso” brasileiro no qual esses territórios ancestrais seriam transformados em área de produtividade de modo a alimentar os índices econômicos do Brasil-potência; 

3 – Em dois momentos, o PT perdeu a chance de romper com o “peemedebismo” e preferiu, ao contrário, alinhar-se a ele. Dois erros estratégicos imperdoáveis. Na eleição de 2010, Lula tinha ampla maioria da população a seu favor e sua sucessora poderia ter adotado uma posição menos alinhada aos setores ultraconservadores da sociedade (oligarquias rurais, religiosos fundamentalistas) usando o capital político acumulado. Em vez disso, ela não apenas se omitiu, mas recuou para posições mais à direita que o próprio Lula em nome das alianças que sustentam seu projeto econômico. Em 2013, o fato se repetiu: em vez de perceber os novos movimentos sociais como parceiros estratégicos que permitiriam ao PT avançar para a esquerda, encampando lutas que enfrentam setores oligárquicos da sociedade, Dilma preferiu ouvir os puxa-sacos governistas que vendiam a imagem de vândalos e coxinhas aos manifestantes, gerando uma ruptura que mudou o perfil do partido. Hoje, em vez de representar o partido mais próximo dos movimentos sociais, como o PT foi ao longo das duas décadas anteriores, o atual governo transformou a sigla em um aglomerado burocrático impermeável às demandas diretas da sociedade e sustentado por uma mídia alinhada que em nada difere dos pitbulls mais reacionários da direita brasileira, adotando o mesmo modus operandi para atacar seus inimigos políticos;

4 – Não bastasse esse erro estratégico em termos políticos, Dilma ainda patrocinou, ao lado dos seus aliados nos estados, a maior ofensiva de criminalização da política dos últimos anos. A violência policial que fez com que as manifestações ganhassem número até chegar ao nível de massa em nenhum momento foi rejeitada ou repreendida pela Presidenta, demonstrando que sua visão acerca dos movimentos sociais coincidia com a visão policialesca defendida pela mídia à direita (acostumada com o mundo sem protestos da Ditadura). Mais uma vez, isso não foi apenas por omissão: o Governo Federal, sobretudo com a gestão do Ministro José Eduardo Cardozo, promoveu uma ofensiva anti-movimentos sociais a fim de garantir um evento esportivo comandado por uma grande máfia privada que usou diversos métodos de espionagem e acusações típicos de uma Ditadura, dando razão àqueles que enxergam a sobrevivência do estado de exceção no coração do estado de direito precariamente instituído pela Constituição de 1988. Não só isso: nesse próprio momento de eleições Dilma usa o exemplo da Copa do Mundo como modelo de integração policial, gerando uma distorção das ideias que pesquisadores da segurança pública defendiam em torno da integração das polícias que lembra mais os serviços integrados de espionagem que ameaçam as liberdades democráticas enquanto possam ser exercidas. Em outros termos, existe uma ameaça real às liberdades políticas nunca desmentida pelos gestos ambíguos do Governo Dilma nos últimos dois anos.

Acredito que Marina Silva, Luciana Genro e talvez Eduardo Jorge representem uma alternativa que inverteria o fluxo desses quatro itens mencionados. Já Aécio Neves representa, ao contrário, uma força política que intensificaria esses itens. Por isso descarto o voto tanto no PT quanto no PSDB em nível federal.  

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27 respostas em “Por que não vou votar em Dilma?

  1. Marina? Corroboro com a maior parte da análise acima, embora acho que em alguns casos é atribuído a Dilma ações e posturas que são de outras esferas de poder, onde no máximo alguma “omissão” pode sobrar pra ela. Mas minha pergunta é se tudo isso foi dito para revelar apoio a Marina? Sinceramente alguém capaz de análises tão refinadas, crê que a candidata do PSB representa alternativa progressista para o país. Tenho me inquietado com a posição de intelectuais que respeito muito em defesa de Marina, me parece muito óbvio que seu projeto, contexto, partido, referências, alianças, posturas, estratégias significa retrocesso, se não tal qual o Aécio, algo muito próximo com um invólucro mais palatável.

  2. você acha que Marina, com as orientações econômicas a favor do “Mercado” como se tem declarado (tanto ela quanto sua assessoria), via controle inflacionário, arrocho aos trabalhadores e restrições aos programas sociais em curso, terá qualquer coisa melhor do que Aécio a oferecer?

  3. Surpreendente , sera que vc acredita que Marina ira governar ou sera governada? Alias vc se identifica bem com Marina , palavras bonitas mais vazias, nao como colocar em pratica, ou você acredita que ela conseguira para governar com ela os melhores do PT e os Melhores do PSDB e PMDB , isso delírio puro…

  4. Como de costume, excelente análise.
    Fato que por sí, em última análise, me apavora, haja vista Marina ser a única opção com possibilidade real de eleição e eu nao conseguir vislumbrar nela a mesma perspectiva que você.

    Resumindo, como diria o “filósofo” Mano Lima: “Tamo sem paia, sem fumo, e com os fófi moiado”!

  5. A Dilma que ele descreve não merece o voto de ninguém, porém também não existe. E não estou dizendo que o autor exagera, mas que nenhuma parte da descrição combina realmente com o perfil ou atitude dela. Vejamos:
    1. Dilma anti-ecológica? O desmatamento nunca foi tão baixo na nossa história, praticamente METADE de Lula que já era menos da metade de FHC (período de grande aumento e dos nossos maiores picos). Sem gerar mais energia o país pára. Sem desenvolver o Nordeste a região permanece pobre e dependente. O que ele chama de “depredação” é na verdade exemplo de DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.
    2. Dilma tecnocrata? Apesar dela assumir o perfil é uma grosseira deturpação dizer que isso significa “exterminar os índios em nome do progresso”. Que pese as alianças pela governabilidade, uma análise histórica simples mostrará a alguém atento que as reservas demarcadas por FHC eram as menos conflituosas (mais isoladas, demanda mais antiga e com amplo apoio internacional). Lula demarcou 77 áreas e enfrentou o primeiro grande conflito “brancos x índios” que foi a Raposa Serra do Sol. Acho incrível que quem se diz atento ecologista ignore essa nova fase tão bem marcada pelo demorado julgamento do STF que cobrou inclusive mudança na legislação para evitar as “reservas contínuas”. A partir daí a realidade é que AS POUCAS NOVAS DEMARCAÇÕES NECESSÁRIAS não estão em áreas isoladas do país, mas ESTÃO EM TERRITÓRIOS JÁ OCUPADOS POR POPULAÇÕES NÃO-INDÍGENAS também. Não se trata de posseiros ou grileiros, muitas vezes foram postas lá a mando do Estado ou na Ditadura Militar. Para essas áreas não dá para só demarcar mais, um novo recurso ao STF irá invalidar o processo porque a corte foi clara ao exigir nova legislação. Tem-se que chegar a um acordo entre todas as partes.
    3. As críticas à aliança com o PMDB são tão válidas quanto irreais. Esse preconceito ideológico ignora que o PMDB é um partido que tem a força que tem porque possui representação popular pelo VOTO. O autor ignora a democracia, valoriza as manifestações como algo “progressista” que Dima teria ‘traído” ao apoiar políticas “mais a direita”. Ora, que progressismo é esse que Dilma trai? Em São Paulo Alckmin tem maioria absoluta e Skaff, segundo colocado, está ainda mais à direita! E o fenômeno conservador se espalha por todo o país, tendo Marina Silva como representante dessa máxima ao ter como “madrinha” o Banco Itaú, supostamente um dos alvos dos manifestantes de julho e representante de um projeto econômico ultra-liberal, idêntico ao de FHC.
    4. Essa parte da violência policial é piada pronta. Podem procurar á vontade que não encontrarão NENHUMA ação da PF ou das FFAA para perseguir manifestantes. Declarações genéricas de apoio a ação das polícias estaduais são de praxe, dada a independência dos entes federativos. Qualquer decisão de juiz, por mais absurdo que seja, não compete a presidência emitir qualquer parecer. São ações institucionais desejadas e esperadas principalmente por quem quer desestabilizar o país.
    Não vi amplas manifestações pelo plebiscito da Reforma Política proposto por Dilma.

  6. seu texto me fez refletir que a posição anti-anti-petista é interessantíssima, fundamentalismos não estão com nada, se colocar anti-anti na real nos impulsiona para a multiplicação das posições, valeu!

  7. Uma reflexão interessante sobre o governo Dilma, pode-se discordar um pouco mais ou um pouco menos em alguns pontos mas há realidades no texto. Me intriga o final esperançoso na candidatura Marina como foi comentado pelo Gregório Grisa embora seja exatamente a esperança de acontecer o que ainda não aconteceu que nos move politicamente. Dando uma olhada nos satélites que orbitam a candidatura parece claro, a não ser que a revolução esteja sendo planejada secretamente, que esse provável novo governo não vai alterar quase nada.

  8. Excelente a sua resposta. Desculpe, mas acho que o autor é só um anti-petista, que com discurso mais elaborado quer convencer eleitores que exigem analises mais profundas. Poderia teer encerrado sem recomendar o voto.

  9. I got what you intend, appreciate it for posting .Woh I am lucky to find this website through google. I was walking down the street wearing glasses when the prescription ran out. by Steven Wright. edggbdbccedg

  10. Obs: não estou afirmando que Moysés esteja apoiando Marina, até porque o texto não deixa isso claro, mas pelo debate posto penso que vale dividir a reflexão abaixo.

    Intelectuais que respeito e admiro profundamente me intrigam ao apoiar Marina para presidência. Eles formam um coletivo próximo, ligados aos direitos humanos, com visão progressista sobre costumes, economia, papel do Estado e democracia. Me intriga no sentido de que o diagnóstico que fazem do governo petista, que é preciso e com o qual tenho grandes concordâncias, não combina com aceitar honestamente Marina como uma alternativa mais progressista ou de esquerda.

    Me intriga porque a capacidade ímpar que esses intelectuais tem de fazer a acurada análise do atual governo, não é a mesma usada para explicar sua “crença” em Marina como possibilidade. O que esse coletivo tem em comum, me parece, é que encontrou em Marina a chance de promover dois movimentos:

    Segue no link http://gregoriogrisa.blogspot.com.br/2014/08/o-intrigante-apoio-marina.html

  11. Pingback: Manual definitivo para não votar Dilma | libdep

  12. Eu voto na Dilma por muitas razões. Como professor há mais de 30 anos, tenho certeza que só o PT valorizou a educação nesse período (de mais de 30 anos), com o piso nacional para o magistério, curso superior a todos, onde filho de operário pode cursar medicina; Minha Casa Minha Vida, em que qualquer pessoa, independente da renda, pode comprar sua casa; Programa Mais Médicos, onde finalmente os usuários do SUS são respeitados e com isso os médicos brasileiros serão obrigados a melhorar suas atitudes.

  13. Claro que o autor é antipetista. Eu voto 13 pelas oportundades que jamais sonharíamos ter com o PSDB.

  14. O antipetista como no caso do autor desse texto idiota, é aquele que não admite um pobre ter reais oportunidades e não apenas para servir ao explorador da mão de obra barata, como sempre fez o PSDB.

  15. Meu caro, se me permite a humilde manifestação diletante, pelo prazer do debate: tenho procurado razões para não votar na Dilma, mas tá difícil. Não consegui amparo em nenhuma dessas quatro razões. Considero uma visão extremamente reducionista, ainda que não descabida de todo, essa de que a Dilma não passa de uma gerente tecnocrata. Não bastaria mais do que a história pregressa de vida dela para refutar tal visão. Acho também reducionista (e até ingênuo) atribuir à Dilma a preponderância do economicismo frente ao aspecto ambiental dentro do PT ou do governo. Ela não teve ou tem esse poder. O papel secundário legado à ecologia é fruto da visão dispersa na sociedade. Nós não damos valor a isso. Não considero que este seja, ainda, um valor consolidado pela sociedade. Idem para a questão indígena. A Dilma, pessoalmente, apresenta sensibilidade a estes temas. Tem visão de mundo minimamente sofisticada para valorizar a diversidade ecológica, cultural e humana. Posso concordar que a ecologia e a quesão indígena não assumiram destaque como objeto de política, ainda que eu veja avanços relevantes (eu que vivencio a preocupação socioambiental crescente subjacente aos principais projetos da infraestrutura econômica brasileira). Considero que são questões muito dependentes de legislação aplicável e, portanto, dependem do Congresso. Esta sim a instituição mais retrógrada deste país, na minha modesta visão. Aí vem o elo com o terceiro ponto. Governar sem o Congresso, na nossa pobre democracia representativa (?) é tarefa para malabaristas, equilibristas ou ilusionistas. O peemedebismo é um câncer. Mas é institucionalmente inviável governar sem eles. Concordo que as concessões podem ser minimizadas. E acho até que a Dilma escolheu os melhores quadros (se é mesmo possível selecionar bons quadros num partido tão fisiológico) para ocupar os ministérios “cedidos”. Não vejo como essa mágica proposta pela Marina, segundo a qual vai “governar com os melhores”, possa se viabilizar. Vai rolar uma desfiliação em massa nos outros partidos para adesão à Rede marinista? Acho inclusive anti-política e anti-didática essa mensagem de que os partidos não importam e sim as pessoas. Personificação da prática política. Ela enche a boca pra dizer que votou de forma dissidente ao PT em casos específicos. Não sei se isso é razão para aplausos. Eu acredito em partidos como fóruns importantes de debate e transformação. Se não é assim, vira reunião de condomínio. Sou a favor de voto em lista fechada, por exemplo. Como isso aqui já virou um testamento, finalizo apenas dizendo que acho irresponsável atribuir à Dilma a criminalização de movimentos sociais. Como acho que a economia importa muito, não como técnica sobreposta à política, mas como manejo de instrumentos que afetam diretamente a vida das pessoas, a relação de forças na sociedade e a definição das prioridades para alocação de recursos no marco do sistema capitalista, jamais votarei em Aécio e Marina, cujos programas apresentam aspectos econômicos idênticos. Provavelmente não votarei Dilma no primeiro turno. Mas no segundo, diante do cenário que se desenha, será dela o meu voto. Mais uma vez. (Eu queria falar do financiamento de campanha, que a meu ver é o grande rolo compressor da política brasileira e que contaminou o PT, mas fica prum outro momento. Já “falei” demais).

  16. A ironia é que as propostas conservadoras de política econômica da Marina – seu louvor à independência do banco central, consolidação fiscal, acordos internacionais bilaterais em detrimento do Mercosul (inclusive aceitando resolver questões de propriedade intelectual em foros internacionais), etc – acentuariam a reprimarização da economia brasileira, fator que mais pressiona o meio ambiente.
    Com a ortodoxia econômica de Marina, além do setor financeiro, rentista, só se dariam bem os setores em que o Brasil é imbatível, as commodities soja, minério, carne. As maiores ameaças ao meio ambiente.
    O governo Dilma pelo menos tem uma intenção de promover uma inserção autônoma do país no cenário internacional, desenvolver a indústria e setores de maior valor e conhecimento agregado, para que o país, pelo menos no futuro, dependa menos de consumir a natureza para sobreviver. A crítica cabível é que as medidas são fracas, hesitantes, e quase toda sinalização nesse sentido é revista por medo da reação do mercado financeiro.
    A França e outros países ricos têm uma maior cobertura florestal hoje do que na década de 50 não só por consciência ecológica, mas pelo fato de, sendo um país tecnologicamente desenvolvido, não precisa consumir sua natureza para manter sua população.
    Se o post se propõe a analisar o governo Dilma sob o aspecto econômico – e o item 1 o faz – poderia ser menos simplista, sob risco de o rótulo de “tecnocrata” ser tão obtuso quanto petralha, ou coxinha.

  17. CONFIO NA INTELIGÊNCIA DOS TRABALHADORES

    Diante da atual situação eleitoral, com muita tristeza, senti necessidade de fazer um desabafo. As grandes empresas, incluindo as de comunicação, estão usando de todas as armas com a finalidade de enganar o eleitor para que seus interesses (das grandes empresas ) sejam atendidos pela Marina ou pelo Aécio. Os interesses que estão em jogo é reduzir os impostos e retirar direitos trabalhistas. Para isso, os trabalhadores e as pessoas mais pobres serão disparados os mais prejudicados. A Presidenta Dilma deixou claro que não vai retirar direito e com isso ela precisa contar com o voto de todos os trabalhadores. Alguns dos outros prejuízos que teremos se a Dilma não for reeleita: Os cursos superiores mais cobiçados, como medicina e engenharia, voltarão a ser direito só dos filhos de ricos; A casa própria deixará de ser direito a todos, onde os mais pobres serão submetidos aos aluguéis; Os pequenos agricultores deixarão de ter incentivos, onde serão obrigados a se desfazerem das propriedades aos latifundiários; Quem estiver em negativo no banco será obrigado a pagar altos juros, pois perderão o direito a empréstimos consignados, que foram conseguidos pelo PT. Os grandes empresários ficam muito tranquilos com as promessas do Aécio e da Marina que são feitas para os mais pobres e aos trabalhadores, pois sabem que são apenas para serem eleitos e não serão cumpridas. Eu voto na Dilma, com a esperança renovada, de que os grandes empresários não terão êxito nessa triste investida contra os direitos das pessoas que mais precisam de oportunidades. Acredito na inteligência dos trabalhadores. VOTO 13 COM ABSOLUTA CERTEZA.

  18. Bom texto.
    Mas recuso-me a entrar nessa discussão de anti petista ou antiantipetista, discussão empobrecedora que quer impor a todos uma visão tacanha da realidade, como se o mundo político estivesse dividido de forma maniqueísta (como o mundo religioso entre o bem e o mal) entre petista (que se autodenominaram os bons) e os tucanos, que seriam os maus.
    Eu discuto o Brasil, seu passado, seus problemas, oportunidades perdidas e seu futuro, embora o futuro não esteja sendo muito promissor. Acho que todos ganharíamos muito se ambos desaparecessem e nós tivéssemos a oportunidade de refundar a República, Sem a banalização da corrupção, sem tanto empreguismo, sem tanto corporativismo, sem tanta mediocridade, sem tanto populismo, sem tanto oportunismo e tanta mentira e manipulação.
    Com escolas de qualidade em tempo integral, com saúde decente, com mobilidade urbana por via férrea, que desse dignidade a todos os brasileiros, Com mais respeito ao meio ambiente, Onde os ricos pagassem mais impostos, onde corrupto não seria tratado como herói, onde o mérito e a competência fossem valorizados e os jovens fossem realmente profissionalizados e as universidades se dedicassem mais a pesquisas e produção de conhecimento. Onde a polícia fosse menos corrupta e violenta. Onde houvesse mais patriotismo, competência e responsabilidade, onde não houvessem tantos partidos de aluguel, onde os partidos fossem controlados pela sociedade e não manipuladores dela, onde não houvesse tantos demagogos e salvadores da pátria e onde postes servissem apenas para iluminar as ruas e não instrumentos para perpetuação no poder e obscurecer a política brasileira.
    Ao contrário dos postes do Lula, que não iluminam mais nada, Marina foi uma estrela forte que surgiu e trouxe luz e calor para todos nós. Está sofrendo um bombardeio que ‘nunca houve d’antes na história deste país’ pelas suas virtudes e qualidades e não por possíveis defeitos. Porque ela não se nega a responder perguntas, porque apresentou um plano de governo, porque se nega a ser simplesmente um instrumento de marketing eleitoral, porque é sincera, porque conta com poucos recursos e tem pouco tempo de TV, porque sua equipe é bem intencionada e não são “macacos velhos na política”,
    Marina se nega a ser instrumento desse maniqueísmo manipulador e empobrecedor que só interessa a quem não quer que a eleição seja um momento para elevar o nível de debate e da consciência do povo brasileiro. Mas apesar das dificuldades vai dar Marina. Ainda não está tudo dominado como os donos do poder achavam. Mas com mais quatro anos de Dilma e outros tantos de Lula, não restaria dúvida, e o país já terá perdido qualquer perspectiva e todos seremos uma grande Venezuela….. .
    Sim, sou um sonhador, mas um sonhador lúcido e presente. Parodiando um filósofo espanhol que enfrentou o franquismo, ” Quanto mais escura e tenebrosa é a noite, mais estamos próximos do raiar do dia”.
    Vamos chegar lá, hoje, amanhã ou depois, É uma certeza. Não está escrito na Bíblia nem nas estrelas que o Brasil, este país rico e cheio de riquezas e potencialidades, está condenado a ser governado pela mediocridade para sempre, em prejuízo de todos nós.

  19. Pingback: Reorganizar as forças, contra-atacar o contra-ataque | O Ingovernável

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