Por que o PT não é mais relevante?

Pode parecer paradoxal que o título desse post ponha em suspeição algo que percorre boa parte das colunas políticas de jornais e revistas, noticiários de televisão e pesquisas que apontam a competitividade e até favoritismo de boa parte das candidaturas políticas que o PT irá lançar nos próximos meses. Também diversos intelectuais, entre os quais abordarei no futuro André Singer e Márcio Pochmann, continuam colocando o PT como eixo político a partir do qual as polaridades devem ser medidas. Aliás, esse é o tratamento dominante do tema há muito tempo: o “marcador político” que define a separação de campos políticos no Brasil vem sendo, nos últimos 20 anos, PT e anti-PT. O PSDB não constitui rival suficiente (em diversos Estados é totalmente irrelevante, como é o caso do RS, por exemplo), apenas ocupa esse papel na política paulista e ocupou na Presidência, por isso recebendo a generalização. O PSDB, no entanto, não tem a mesma organicidade positiva (petismo) e negativa (anti-petismo) que o PT mantém, fato confirmado a todo momento pela posição de destaque que este ocupa em veículos de perfil conservador.

Ainda hoje boa parte da leitura política na blogosfera e mesmo na academia continua girando sobre esse eixo. O PT é o marco definidor da polaridade: de um lado, a mídia conservadora e as oligarquias tradicionais e econômicas (onde não são a mesma coisa); de outro, a resistência do PT e das políticas que se baseiam no trabalho contra o capital. A obsessão anti-midiática dá pano para manga, já que boa parte da imprensa conservadora é de fato pautada pelo anti-petismo e mantém, como pólo invertido, o partido como seu inimigo mortal, apelando a todo tipo de absurdo e casuísmo para provar que o PT é a pior organização do mundo, o eixo do mal, o bando de ladrões de Lula e Dirceu e assim por diante. Tudo isso contrasta com a forma ajoelhada como o PT vem governando o país e a própria incapacidade de assumir um discurso contra essa mídia, simplesmente não negando que possa estar atuando de modo a não repetir a visão da direita acerca do progresso e da melhor forma de se posicionar em torno dos conflitos sociais.

Para o anti-petista não há nada a dizer. A obsessão contra o PT é infantiloide. Ela fica repetindo: “mas mamãe disse que o PT é malvado! Mas papai me ensinou que Lula come criancinha!”. O anti-petista grita raivosamente, não raro recorrendo a letras maiúsculas (as caixas de comentários provam isso para quem tem a indigesta ideia de ler) e coloridas que se sabe ser o grito no mundo virtual. Dá para debater com quem grita dessa forma? Claro que não. Os dois pontos abaixo são, portanto, para aqueles que ainda marcam o PT como eixo fundamental da política brasileira, insistindo em gastar energia na defesa incondicional do partido contra todo e qualquer ataque, uma vez que a divisória seria o ponto mais fundamental da política nacional. Os dois erros dessa leitura são os seguintes:

Primeiro: “O PT negocia com as oligarquias e os conservadores, mas isso é uma questão de governabilidade”. Esse raciocínio pressupõe que existe uma identidade de projetos entre o PT e, por exemplo, boa parte dos movimentos sociais 2.0 que surgiram nos últimos anos. Isso não é simplesmente verdade. A questão não é mais de velocidade de implementação. Na realidade, o PT não luta pelas mesmas coisas que a juventude que está se rebelando nas ruas. O modelo levado a cabo por Lula e aprofundado por Dilma é a ideia de “desenvolvimentismo” que boa parte da área econômica (chamada “heterodoxa”) e das ciências sociais (especialmente sociologia e ciência política) pensa ser o melhor. Ele envolve a retomada de certos princípios que confrontam a hegemonia do neoliberalismo e retornam aos projetos de crescimento nacional dos anos 50 (idealmente, é claro). Não raro inclusive elogiam as políticas econômicas da Ditadura Militar (Delfim é um aliado), embora procurem se posicionar mais ao lado do “trabalho” que do “capital”, enfrentando a “burguesia industrial” na aliança com o sindicalismo e alguns movimentos sociais. Ora, simplesmente não é nada disso que as ruas demandam hoje em dia. Não se trata apenas de melhorar a infraestrutura e os índices econômicos brasileiros, mas de se posicionar diante da falência do modelo sócio-ecológico em que vivemos. Que proposta tem o PT para uma nova matriz energética? Belo Monte, a obra que a Ditadura não conseguiu e a esquerda foi “sujar as mãos” fazendo? De que modo o PT pensa a questão da ecologia urbana? Fomentando a produção e o consumo de automóveis por meio de incentivos fiscais à indústria automobilística e fazendo obras de estradas e viadutos por todo país? Vivemos ainda na época do capitalismo industrial em que podemos confiar que uma produção nacional será o melhor modelo de crescimento econômico? Nem vou falar das políticas para o campo. Já não se trata mais de velocidade de implementação, mas sim de qual é o projeto em jogo. E o fato é que uma imensa parte da esquerda que aceitava mais ou menos o eixo PT para demarcar polaridades simplesmente não está mais do lado do PT, e portanto não aceita mais a demarcação porque ela a jogaria em um “não-lugar”.

Segundo: sempre se pode argumentar que isso é “sonhático”, coisa de “minoria com projetos ideológicos irreais”, mas a questão é: “e as ruas?”. Os petistas mais orgânicos, até fanáticos eu diria, estão simplesmente recusando legitimidade às ruas. Supostos “intelectuais de esquerda” atacando índios, greves (que entendem “fazer o jogo da oposição”) e chamando sem-tetos de “vira-latas”. A equação que permite esse raciocínio é: como o PT marca o eixo que separa direita e esquerda no Brasil, se esses movimentos atacam o Governo (que é o PT), consequentemente são de direita ou irresponsáveis. Esse raciocínio é de uma fraqueza tão elementar que chega a doer ter que o responder. A premissa é falsa. O PT não é mais esse marcador e a própria forma como esses blogueiros e intelectuais atacam os novos movimentos já indica isso.

Na realidade, como pretendo mostrar nas próximas postagens, há uma incompreensão generalizada dos defensores do marcador PT em torno do que está acontecendo no Brasil não desde os protestos de 2013, mas sim desde as eleições de 2010. Eles não compreenderam nada do fenômeno Marina e sua base social. Não que Marina hoje represente esse projeto, na aliança duvidosa (sendo condescendente) com Eduardo Campos. Talvez Marina nunca tenha representado esse projeto, mas o fato é que ela ocupou o papel durante as eleições passadas e mostrou que o marcador PT está errado. Para petistas, a juventude que votou em Marina é de filhos da burguesia que aderem à “moda” ecológica, com bandeiras “pós-materialistas” e simpáticos ao combate à corrupção. São um “centro” político. Tentarei mostrar que esse diagnóstico é falso e repete os mesmos vícios que a esquerda tradicional carregava em relação aos movimentos de 1968. Os mesmos preconceitos, a mesma doutrinação, a mesma cegueira em relação a potencialidades e transformações fora do eixo marxista ortodoxo. A incompreensão em torno da catástrofe ecológica em curso e a simplificação do binômio “barbárie/civilização” (o caso dos índios é emblemático nesse sentido), posto em questão justamente pelos pensadores que levaram 1968 a sério e são solenemente ignorados provoca a incompreensão de que os movimentos brasileiros, em sintonia com o resto do mundo, carregam uma energia de “grande recusa” que já não cabe mais nos escaninhos da burocracia petista. O fato de Egito, Turquia, Espanha, EUA, Grécia e outros tantos países viverem situação semelhante não diz nada para esses analistas, na medida em que o problema é como o PT vai continuar no poder. Esperança messiânica é pouco. Trata-se de uma sacralização de uma organização específica que distorce os conflitos políticos para mantê-la fora do alcance da crítica. Um fenômeno que explode essa polaridade é deslocado para seu interior, sendo completamente mutilado enquanto força contestatória.

Não por acaso essa juventude não se sente identificada com esses analistas (que parecem um pouco aqueles “tiozões” afirmando “no meu tempo é que se fazia política”). Ela viu o PT no poder desde a infância e percebe o que hoje ele representa em termos de força de transformação social. Não projeta sobre a realidade um quadro de 20 atrás, quando o PT cumulava forças dissonantes da sociedade e pretendia não se tornar uma aglomeração burocrática. Isso não significa que o PT é irrelevante e nem que devemos fomentar o anti-petismo, mas apenas e simplesmente uma resposta ao problema do post: o PT não é mais o eixo de demarcação da política brasileira.

 

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14 respostas em “Por que o PT não é mais relevante?

  1. Ótimo. Muito bom mesmo.

    Mas talvez o poste e a seqüência prometida, em uma inversão dialética, demonstre a relevância do PT.

    Escrever sobre a irrelevancia do partido não acentua a sua relevância?

    Concordo 100% contigo mas talvez posiciona-se a pergunta de outra forma, mas como é um blog e o interesse é que seja lido e toque na ferida, a pergunta instiga o leitor, inclusive o leitor infantilóide, que acha que vai ler um texto que reforça os ditames do papai e da mamãe…

    Muito bom. Vou compartilhar no face.

    Abração

    >

  2. É sempre muito arriscado comentar com base em reflexões tão preliminares, mas trata-se aqui de uma mera tentativa de compreensão, a partir do que foi lido, o que pode mudar com a próxima leitura ou com os próximos acontecimentos.

    Penso que o título merecia um artigo definido ‘o’, uma vez que o PT não é (ou nunca foi?) O mais relevante. Tratá-lo assim demonstra incapacidade para ler o cenário político brasileiro, diversificado e intrincadamente dependente de interesses e ‘capitais’ tão diversos. Ademais, incluir o artigo ‘o’ ajudaria a atenuar a contradição entre o título e a conclusão desse primeiro texto.

    Contudo, pergunto-me se não seria inocente entendermos as contestações apenas a partir do prisma de quem foi para as ruas em junho de 2013. Parece-me que, se olharmos para os mais pobres, que vem vindo para as ruas desde sempre, a ‘agenda’ petista ainda reverbera como promessa plausível. Ademais, vendo de perto o problema português e estando em contato com quem analisa os casos moçambicano, espanhol e egípcio, ainda não sei se a contestação nas ruas tenham se dado contra as estruturas de estado, contra um certo modelo de desenvolvimento (aqui, na Europa do Sul, o neoliberalismo é o alvo e o -perdido- Estado Social volta a ser o sonho que subsume à enorme profusão de demandas do M15, por exemplo), ou contra a instauração de um regime que, atenuando hierarquias, possibilite maior participação direta na definição de políticas sociais (sobrepostas às econômicas). Ou, talvez, sejam contra tudo isso, sem, entretanto, abalarem definitivamente os mecanismos como o capitalismo vem operando suas próprias ‘agendas’.

    Acredito, portanto, que a sensação de irrelevância que o texto – a meu ver, sem sucesso – tenta impingir ao PT seja reflexo da ansiedade e do atordoamento da classe média que, do seu ponto de vista e do seu peculiar sentido do real – espera outros resultados da ‘governança’, resultados esses localizados muito além da premente vontade/necessidade de matar a fome e, na medida do impossível, integrar a sociedade do consumo. Sendo assim, ainda que não convença a essa classe média mais ansiosa, o discurso de Dilma nas últimas inserções de TV, que dá conta de que “agora é hora de investirmos em educação, saúde e segurança pública” fará todo sentido para o conjunto de jovens da nova classe trabalhadora e, no entanto, continuará a soar vazio entre os ‘sonháticos’ (o PT está cheio deles), os eleitores do PSOL, bem como entre os demais anti-petistas (não os incluo no mesmo saco, mas acho que dialogam entre si mais do que imaginam ou queiram admitir).

    No fundo, a leitura de seu texto e esse meu comentário servem para que eu pense um pouco melhor sobre se existe mesmo uma ressonância entre as manifestações em outros países e as do Brasil e entre as demandas dos jovens ‘apartidários’ de classe média que foram às ruas há um ano e as demandas da classe trabalhadora (não consigo ainda dar-lhe outro nome) que, em suas greves e ações diretas, vêm pautando os governos, tendo em vista a manhã seguinte. No fundo, acho que o sonho tem lugar, como sempre, mas está sempre à frente do seu tempo e, portanto, não é ele que define a relevância dos atos e das instituições políticas no presente – embora ajude a moldar permanentemente as alternativas, desde que saia do cartaz e tome assento na mesa de jantar de quem ‘luta muito para conseguir o que tem’ e quer ‘que os impostos brasileiros correspondam ao seu esforço pessoal’.

  3. Em 2003, era apenas o primeiro ano de governo do PT, então criticá-lo seria fazer o jogo da direita.
    Em 2004, havia eleições municipais relevantes, e criticar o PT seria dar margem a riscos em cidades-chave, fazendo, pois, o jogo da direita.
    Em 2005, criticar a prática política que resultou na crise do mensalão seria corroborar o golpe que estava em curso, e fazer o jogo da direita.
    Em 2006, o risco à reeleição de Lula, etc., etc., jogo da direita.
    Em 2010, de novo o risco-Serra, então… jogo da direita.
    Em 2011, primeiro ano de Dilma… jogo da direita.
    Em 2012, o julgamento do mensalão foi usado para impedir a vitória de Haddad e criticar o governo era fazer o jogo da direita.
    Em 2013, junho foi sequestrado pela Globo e… jogo da direita.
    Em 2014, é preciso eleger Dilma, etc., etc., jogo da direita.

    O cenário está todo montado para debitar na conta dos críticos de esquerda do governo os tropeços eleitorais do PT.

    O que o PT não percebe é que os acordos que têm mantido e ampliado “pelo alto” com partidos e entidades de classe conservadoras — acordos cuja suposta importância os críticos do governo pela esquerda ignoram –, são de uma fragilidade brutal, pois as bases dessas entidades são predominantemente antipetistas, no sentido infantiloide que você bem descreveu.

    Assim é que a Dilma pode jantar e trocar afagos com a Kátia Abreu, mas a base da CNA tem o espírito Luiz Carlos “tudo-o-que-não-presta” Heinze. Pode anexar o PP ao Ministério, mas suas hostes estão mais para Bolsonaro/Aécio do que para Mercadante e cia. Pode dar um brinquedinho para o Afif, viabilizar um decabilionário empréstimo para Raimundo Colombo, mas o PSD de Kassab não é conhecido exatamente por sua fidelidade a projetos e/ou programas. Pode tentar atingir os Evangélicos via PRB e Rede Record, mas as bases desse setor estão no topo da propagação do antipetismo tosco, ao nível Dilma-terrorista-abortista-gayzista.

    Ou seja, o consórcio governista é débil e montado em torno de alianças de ocasião e, ao menor sinal de risco eleitoral, desfar-se-á em bloco, deixando o PT com o pires na mão — como a convenção do PMDB mostrou ontem.

    É um caminho que parece bem semelhante à experiência do “eurocomunismo”.

    Como muito bem apontaste, o atual momento do governismo fanático expressa que “o PT não luta pelas mesmas coisas que a juventude que está se rebelando nas ruas”. Mas, para mim, há um segundo ponto: mesmo sob o ponto de vista da “continuidade no poder”, a estratégia petista carece de sentido. Ele não só não significa mais o marco que permite distinguir esquerda-direita, como também foi o ator responsável por esmaecê-lo.

    Boa parte do consórcio governista se reagruparia sem maiores constrangimentos sob qualquer uma das duas “alternativas” eleitorais postas. E se nem depois da pancada que levou em junho de 2013, o PT percebeu isso, só resta concluir que foi ele próprio quem fez “o jogo da direita”.

    Parabéns pelo texto!

  4. Discordo da sua caracterização do antipetismo como algo “infantiloide”. Nunca li nem vi nem ouvi o argumento com o qual você caricaturiza o antipetismo: “mas mamãe disse que o PT é malvado! Mas papai me ensinou que Lula come criancinhas”. Na minha opinião isso não é real e condiciona o restante da sua análise. Se isso fosse verdade, o restante da sua análise faria mais sentido. O que eu escuto do antipetismo (de direita)tem mais a ver com “bolsa esmola”, incentivo à preguiça, corrupção, loas ao papel justiceiro de joaquim barbosa, (até aqui com muitos pontos de contato com a turma do psol, pstu, pcb, etc), estatistmo exagerado, plano de transformar o Brasil numa imensa Cuba ou numa Venezuela, intervencionista, despreparado que permite a baderna, bolchevique, etc. Isto tem alguma importância? Na minha opinião, sim, muita. Pois reflete que a opinião de direita (liberal ou autoritária) tem lastro de massa no país ( e no mundo ) e é muito bem articulada e orientada nas entrelinhas pela mídia, ppte pelas Organizações Globo. Basta ver os resultados eleitorais, não é mesmo? No auge da crise do tucanato, 2002, eles ganharam em SP e também o governo de MG. Reconheço que o MPL, o MTST, os anarquistas, black blocs e outros movimentos sociais estão fora da órbita do PT Não vejo nenhum problema aí. O PT precisa estar aberto não para cooptar mas para negociar, enquanto governo, com estes atores; Embora aí tb haja necessidade de analisar melhor, Este grupo mão é nada homogêneo. Basta ver a forma como o MTST vem sendo tratado por parcelas desta esquerda, pelo fato de ter feito um acordo com o governo (de traidores para baixo).Inclusive me parece que o MPL e o MTST tem mais preocupações com a direita do que a esquerda onde me parece você se situar. Não vou me alongar agora pois gostaria de ver sua análise com essas “correções” se é que você venha a admitir ao menos a necessidade de explicá-las melhor.. Gostaria também que você nos dissesse quem foram os herdeiros políticos de 68, quem se fortaleceu e ganhou politicamente, Por fim, apenas para ser honesto com você, complemento que ainda tenho o PT como referência, embora tenha críticas e considere importante haver críticas pela esquerda e pela direita ao mesmo. Não quero te convencer de nada. Apenas pedir esclarecimentos para mais à frente tentar dialogar com essas críticas (no momento, estou mais voltado para o embate com a direita mas depois gostaria de entender melhor ); Abs

  5. O texto no geral está muito bom. Mas, eu como desenvolvimentista, me sinto muito ofendido de cientistas sociais repetirem que o governo do PT é desenvolvimentismo. Não é. Desenvolvimentismo é pensar grande. Por exemplo, essa política de incentivo para a compra do carro é um sintoma do anti-desenvolvimentismo e neoliberalismo do PT. Durante a crise de 2009, o governo optou, ao invés de fazer um grande pacote de gasto público, optou por seguir o receituário liberal de reduzir impostos (no caso o IPI dos carros). Desenvolvimentismo nao é construir 1 estacao de metro a cada 2 anos, é fazer 50 Km de metrô. O entorpecimento neoliberal de todos (marxistas, petistas, cientistas sociais de esquerda, ecologista) acreditam que isso nao é possível. O segundo ponto as pessoas associam desenvolvimentismo com Kátia Abreu, Belo Monte, mineradoras, Vale, etc. Isso poderia ser meio válido para o desenvolvimentismo dos anos 70. Alias, superexploracao de mao-de-obra em salinas, trabalho infantil, carvoraria, o modelo primário exportador é subdesenvolvimentismo. O desenvolvimentismo é plenamente compatível com a ecologia. Pode parecer estranho, mas desenvolvimentismo é a juncao de keynesianismo com planejamento estatal para que grande parte da populacao trabalhe em setor de alta produtividade. Em termos de política economica o governo Lula foi neoliberal. O governo Lula teve um per[iodo de crescimento razoável porque surfou uma onda, nao por merito da sua política.
    Desenvolvimentista foi o JK.

  6. Transformar o Brasil numa imensa Cuba = Mas papai me ensinou que o Lula come criancinhas!

  7. Leia o texto com mais atenção; o texto não qualifica todo o movimento ou entendimento discordante do PT como infantiloide mas sim tipifica uma espécie, essa sim, infantil, de crítica infundada e que não permite um diálogo sério. O teu entendimento do texto é que está equivocado e portanto é a tua resposta que não se segue. Verifique, o autor NÃO qualifica todo mas sim uma espécie de antipetismo.

  8. Muito boa a sua análise, Marcel ! A eterna “Síndrome de Vitimados pela Direita”. Direita, essa, que despacha num gabinete com acesso direto ao da Dilma, bem ali, no Palácio do Planalto. Uma salinha ocupada por um tal de Michel Temer. Sensacional a sua definição de “consórcio governista” !

    Só faria uma observação ao seu comentário, quando você diz: “acordos cuja suposta importância os críticos do governo pela esquerda ignoram “. A turma da ex-querda não ignora, omite. Finge que não é com ela.

  9. Realmente, são comentários preliminares. Mas digo que, se o post não logrou sucesso na sua pretensa tarefa, tampouco o fez o comentário. Na realidade, acho que a partir do segundo parágrafo impera a confusão absoluta.

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